Por Marconi Vieira em 19 de abril 2010 -
No cultivo do milho hidropônico, para alimentação animal, é usado um material vegetal seco como substrato.
A hidroponia é usada para produção de hortaliças e flores em escala comercial, principalmente, nas proximidades dos grandes centros urbanos, onde as terras agricultáveis são escassas e caras e há demanda por esses produtos agrícolas.Dentre as vantagens da hidroponia, estão a maior produtividade, a menor necessidade de mão-de-obra, a redução dos ciclos de produção das culturas e a não-necessidade de ter solos férteis disponíveis. A hidroponia pode ser praticada de inúmeras maneiras, além do uso para produção de alimentos humanos e flores, essa técnica mostra seu valor na produção de alimentos para animais.
Fatores a ser considerados na seleção de uma forrageira, pois existem forrageiras especialmente indicadas para cada condição de clima e solo.
Plantas forrageiras, podem ser definidas como plantas inteiras ou partes dessas, que servem de alimento aos animais domésticos e silvestres. É a parte comestível das plantas utilizadas como alimento pelos animais em pastejo ou para arraçoamento em condição fresca ou conservada.
Nas últimas décadas, têm sido formado, anualmente, no Brasil, cerca de quatro milhões de hectares de novas pastagens, bem como são recuperadas cerca de 13 milhões de hectares por problemas de degradação e substituição das forrageiras pelo uso de técnicas inadequadas na formação do pasto, excesso de animais, plantio incorreto da pastagem e o manejo deficiente. Um grande investimento, que nem sempre tem proporcionado o retorno esperado.
Mas, existe um outro fator de importância para que uma pastagem seja produtiva, a espécie forrageira escolhida deve ser adequada. Existem forrageiras especialmente indicadas para cada condição de clima e solo. Para que o pecuarista, de corte ou leite, possa alcançar maior produtividade, utilizando a pastagem formada por espécies de forrageiras adaptadas ao ambiente da propriedade, especialmente às condições de solo e de clima, chamadas de condições edafoclimáticas.
Define-se silagem como sendo o produto resultante da fermentação da planta forrageira picada e acondicionada rapidamente em estrutura de armazenagem e em ausência de ar.
A ensilagem não é um método para melhorar o valor nutritivo de plantas; é um processo de conservação de forragem que tem sido amplamente utilizado na produção de alimento volumoso (silagem) de boa qualidade visando a preservação dos nutrientes dessas plantas
Reduzir gastos com a alimentação dos bovinos de leite é a maneira mais eficaz de aumentar o lucro na produção, permitindo o aproveitamento do excesso de forragens do período das águas para fornecimento aos animais durante o período seco, quando ocorre uma diminuição quali-quantitativa das forrageiras. Essa estratégia é muito importante, principalmente, para empreendimentos de exploração intensiva com vacas leiteiras ou bovinos em confinamento, nos quais a exigência por volumoso de boa qualidade é maior.
- Alimentação à base de ração .
A composição desses alimentos pode apresentar variação considerável, dependendo da origem, do processamento industrial e da incorporação de resíduo. Portanto, ressalta-se a importância de, sempre que possível, proceder a análises dos alimentos disponíveis na região, para a formação de rações.
Cálcio e fósforo são os minerais quantitativamente mais importantes no arraçoamento de bovinos de leite. Contudo, não se deve esquecer de satisfazer as exigências dos outros elementos (macro e microminerais).
Como produzir e usar suplemento múltiplo
A criação de bovinos a pasto é a forma mais natural e econômica de se produzir carne de alta qualidade. Os bovinos evoluíram ao longos dos tempos consumindo pastagens, tanto que o consumo voluntário de forragem na pastagem é 20 % maior do que o consumo da mesma forragem sob as formas de feno ou de silagem, já que o animal pode selecionar a sua dieta consumindo folhas novas e recusando folhas velhas e talos.
Apesar de todas essas vantagens, a produção animal em sistemas de pastagens traz uma série de grandes desafios aos pecuaristas e aos técnicos que trabalham com ele. Esses desafios estão na necessidade de atender às exigências nutricionais e aos hábitos dos animais em pastejo ao longo de todo o ano, para obter o maior ganho de peso por animal e por área possível. E também para atender às exigências nutricionais e dos hábitos de crescimento das forrageiras, para obter a máxima produção de forragem e manter a perenidade da pastagem.
O baixo valor nutricional da forragem disponível durante a seca propicia, no máximo, a manutenção do peso dos bovinos. Na maioria dos casos, significa perda de peso e prejuízo para o pecuarista. O suplemento múltiplo foi desenvolvido para minimizar o problema. Consumido à base de 200 g/dia, serve como alimento aos microrganismos do rúmen, aumentando sua população, o que vai determinar maior eficiência na digestão da forragem seca. O resultado desse fenômeno é a manutenção do peso do gado e até mesmo ganhos que variam de 0,5 g a 1 g para cada grama de produto consumido.
Como ponto de referência a Fazenda Ecológica Santa Fé do Moquém, localizada em Nossa Senhora do Livramento – MT, cujas pastagens foram obtidas com o uso exclusivo das práticas recomendadas pela pastagem ecológica, constituindo um excelente campo de demonstração para os efeitos dessas práticas. A fazenda, que era totalmente coberta por vegetação nativa do cerrado, hoje possui grande parte de sua área coberta por uma pastagem de boa qualidade e com biodiversidade de forrageiras, sem que para isso fosse necessário destruir previamente o ecossistema original.
Nos dias atuais, tem sido muito usado o conceito de exploração autossustentável dos recursos naturais, por meio da pastagem ecológica. Essa técnica aproveita a eficiência de gramíneas e leguminosas no estabelecimento de pastagens, em qualquer tipo de solo, sem que haja desmate nem preparo com maquinário durante a formação, reduzindo custos e impacto ambiental.
Como ponto de referência a Fazenda Ecológica Santa Fé do Moquém, localizada em Nossa Senhora do Livramento – MT, cujas pastagens foram obtidas com o uso exclusivo das práticas recomendadas pela pastagem ecológica, constituindo um excelente campo de demonstração para os efeitos dessas práticas. A fazenda, que era totalmente coberta por vegetação nativa do cerrado, hoje possui grande parte de sua área coberta por uma pastagem de boa qualidade e com biodiversidade de forrageiras, sem que para isso fosse necessário destruir previamente o ecossistema original.
Os “efeitos colaterais” do método empregado já se fizeram sentir, com o aumento exponencial dos pássaros e pequenos animais – que realizam ou ajudam no controle natural das pragas do pasto e dogado; aumento do volume e qualidade dos cursos d’água; da incidência de fruteiras nativas e essências florestais úteis e na saúde do gado, que mesmo sem o uso rotineiro dos pesticidas, se encontram em excelente estado sanitário e nutricional. Toda a fazenda se encontra de tal forma preservada, que já se pensa na instalação de uma estrutura de ecoturismo para que outras pessoas também a possam desfrutar.

- Como produzir e usar suplemento múltiplo
A criação de bovinos a pasto é a forma mais natural e econômica de se produzir carne de alta qualidade. Os bovinos evoluíram ao longos dos tempos consumindo pastagens, tanto que o consumo voluntário de forragem na pastagem é 20 % maior do que o consumo da mesma forragem sob as formas de feno ou de silagem, já que o animal pode selecionar a sua dieta consumindo folhas novas e recusando folhas velhas e talos. É também mais econômico, porque o animal não precisa ser arraçoado (o que implica em menor custo com mão de obra e com alimentos suplementares) e não há envolvimento de máquinas e implementos agrícolas para o preparo e distribuição dos alimentos.
Apesar de todas essas vantagens, a produção animal em sistemas de pastagens traz uma série de grandes desafios aos pecuaristas e aos técnicos que trabalham com ele. Esses desafios estão na necessidade de atender às exigências nutricionais e aos hábitos dos animais em pastejo ao longo de todo o ano, para obter o maior ganho de peso por animal e por área possível. E também para atender às exigências nutricionais e dos hábitos de crescimento das forrageiras, para obter a máxima produção de forragem e manter a perenidade da pastagem.
Irrigação
Os produtores de leite e carne estão obtendo altas produtividades por área e por animal em pastagens irrigadas. Alternativas de sistemas de irrigação têm sido desenvolvidas e a procura por informações sobre a resposta da pastagem e dos animais a essa tecnologia tem sido constante. Revistas especializadas têm trazido matérias de capa sobre o assunto, com grande frequência.

Todo esse quadro está fazendo com que instituições de ensino e pesquisa de renome desenvolvam trabalhos de pesquisa sobre o uso da tecnologia, apesar de no passado já ter sido concluído que era inviável irrigar as pastagens no outono-inverno, pois não se conseguiria corrigir o problema da estacionalidade de produção. Atualmente os produtores não estão mais só preocupados em resolver esse problema, mas também o de que a irrigação da pastagem pode ser uma alternativa para a produção intensiva de carne e leite, em pequenas áreas; em regiões semi-áridas e agrestes; para reduzir custos de produção e reduzir a mão de obra.
Pelo lado da pesquisa, também, têm aparecido resultados animadores, com os pesquisadores demonstrando maior preocupação com o uso da irrigação como um componente dos sistemas intensivos de produção e o seu impacto, não só na produção de inverno, mas também na produção anual total, na redução de custos, e em comparação com outros sistemas de produção.
